Entre 1999 e 2010 foram registrados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo as cinco variações da doença – A, B, C, D e E. Apesar das inúmeras campanhas que visam divulgar a prevenção e o tratamento do problema, apenas a hepatite A apresentou diminuição na incidência, ao contrário da hepatite B que, no mesmo período, teve aumento significativo nos casos, passando de 0,5% para 5,6% para cada 100 mil habitantes.

“A elevação nos casos de hepatite B é preocupante porque influencia diretamente na incidência de casos do tipo D, já que este vírus depende da presença do tipo B para infectar uma pessoa”, comenta dra. Fernanda Bianca Paes, infectologista do Hospital Sepaco e ressalta que todos os profissionais da área de saúde devem ser obrigatoriamente vacinados contra hepatite B.

A médica explica que a patologia pode ter como agente causador o vírus, ou ainda, o uso de determinados medicamentos, ingestão abusiva de álcool e drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. “As hepatites B e C crônicas, em seus estágios iniciais, podem não apresentar sinais da doença. Os sintomas mais frequentes são os das hepatites agudas, que podem estar relacionados ao cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por ser uma doença silenciosa é importante consultar um médico regularmente e fazer o teste”.

É preciso ficar atento à forma de transmissão. Cada variação da hepatite tem sua particularidade. As A e E são transmitidas pelo contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados. Já os tipos B, C e D ocorrem através de relações sexuais com uma pessoa infectada sem o uso de preservativo, por meio de materiais de uso pessoal – como giletes, agulhas, alicates de unha, escova de dente – compartilhados entre um indivíduo contaminado e um saudável. Outra maneira de contaminação é durante a confecção de tatuagens ou piercingssem o uso de materiais descartáveis ou esterilizados e, até mesmo, de forma hereditária, durante a gestação, o parto ou a amamentação.

O diagnóstico se dá por meio de exame de sangue para procurar por anticorpos anti-HVA, para hepatite A, ou HVE para a hepatite E. Nos tipos B, C e D é necessário um exame de sangue específico. “É de extrema importância descobri precocemente para o tratamento ter maiores chances de sucesso”, explica a médica.

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