Feita a provocação, quero largar deixando uma opinião: É peça-chave nos movimentos de qualidade assistencial e segurança do paciente, parte imprescindível de qualquer equação que foi ou venha a ser pensada para problemas nestas duas áreas em que o apelo científico e popular é tão atual e forte. Que sirva para reflexões…

Qualidade e segurança no setor saúde envolvem coisas absurdamente complexas. Nenhuma variável isoladamente será real solução para o sistema – nem mesmo a minha tão querida Medicina Hospitalar e seus médicos hospitalistas.

Sabemos que certos eventos adversos, como algumas infecções e úlceras de decúbito, podem ser reduzidos por padrões já estimulados por Acreditadoras. Mas outros, não – e não são poucos ou minoria, pelo menos até o momento.

Então como PROMETER segurança, se mundialmente não parece haver avanços robustos deste o fatídico relatório do Institute of Medicine, To Err Is Human: Building a Safer Health System, de 1999?

Naquela época, falava-se em até 98 mil mortes por ano nos EUA relacionadas a erros na assistência à saúde. No final do ano passado, no New England Journal of Medicine, publicaram Temporal Trends in Rates of Patient Harm Resulting from Medical Care. Não é um estudo perfeito, tal como já não tinha sido o Harvard Medical Practice Study, que serviu de base para o trabalho do IOM. Lançaram mão da Institute for Healthcare Improvement’s Global Trigger Tool, que também não é uma ferramenta perfeita, mas está entre o que se tem de melhor para procurar erros. Os autores não encontraram evidências significativas de ganho em segurança do paciente de 2002 a 2007. Informações adicionais sobre este cenário podem ser lidas também em Progress Slows in Improving Patient Safety for All Populations.

O estudo do NEJM foi notícia no New York Times, e Bob Wachter, considerado o pai da Medicina Hospitalar e expert em segurança do paciente, escreveu: