O cenário futurista com robôs separando tubos com material de exames faz parte da imaginação fértil apenas de quem desconhece o grau de automação atrás das portas dos laboratórios. Além das transformações do espaço de trabalho, os modelos padronizam  processos e consequentemente diminuem erros na medicina laboratorial. Outros pontos importantes são o aumento de produtividade por redução nos desperdícios, menor consumo de recursos e melhoria da eficiência.

De acordo com os especialistas consultados pela revista FH, a automação é adequada para pequenos e grandes laboratórios. Nas últimas décadas, o processo cresceu tornando possível certo grau de automação em todas as fases laboratoriais: pré-analítica, analítica e pós-analítica.

Na primeira fase, por exemplo, que  envolve coleta, manipulação, processamento e entrega das amostras aos analisadores, embora pareça a mais fácil, é onde ocorre mais de 65% dos erros em laboratórios, segundo o consultor da Formato Clínico, Gustavo Campana. Aqui, além de toda informação automatizada, é possível automatizar a gestão do processo com o material.

As inovações tecnológicas necessitam de soluções abrangentes (LIS/LAS, middleware, sistemas de interfaceamento) e equipes preparadas para manter e implantar os recursos. Entre os sistemas, destaca-se o Laboratory Information Systems (LIS) que gerencia desde a entrada do paciente até a liberação do laudo. Alguns mais completos, além da rotina de call center e logística, dispõem de recursos de gestão mais elaborados, como Business Intelligence.

Integração

Para entender como a solução funciona e suas possibilidades, o diretor técnico da Matrix Saúde, Renato Casella, lembra do período em que os desenvolvedores de LIS precisaram prover soluções de integração de seus sistemas aos equipamentos de automação laboratorial. ?Dessa forma, nasceram empresas especializadas na solução, com sistemas que variavam de simples drivers de comunicação até middlewares completos?.