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Após vencermos a barreira de implantar um Programa de Avaliação de Desempenho em saúde ou de pagamento por performance, vem o desafio de informar os resultados do programa implantado.
O ideal é que se pense claramente no que queremos medir antes de iniciar o programa, pois isso facilitará o desenvolvimento de processos, que favoreçam a análise dos resultados.
O ponto fundamental da análise está na perspectiva a quem interessará os resultados apresentados.
Essencialmente propomos três perspectivas: do gestor, do prestador/profissional avaliado e do paciente (ou cliente). Dependendo do nível do programa implantado poderá ter uma quarta perspectiva: a da sociedade.
Na perspectiva do gestor, questões como melhoria nos indicadores, domínios e coeficiente de performance são importantes, assim como o retorno do investimento do programa implantado. Quando uma instituição investe seus recursos (físicos e financeiros) num programa, este deve retornar na forma de economia de recursos, lucro ou de forma mais nobre agregando valor aos clientes.
Além disso, anualmente deverá ser possível visualizar os resultados do programa e transforma-los numa análise de custo efetividade e de retorno sobre o investimento.
Com relação à perspectiva do avaliado (médicos, prestadores e demais profissionais da saúde), o fundamental é um acompanhamento mensal, mostrando a evolução dos indicadores, domínios e coeficiente de performance. A comparação com os pares avaliados é bastante delicada e somente deverá ser feita de forma genérica. Por exemplo, um médico sendo comparado com sua especialidade.
Na figura 1 abaixo é possível visualizar um modelo de scorecard para uma determinada equipe hospitalar.
Além disso, é fundamental que na análise individual do indicador sejam demonstrados os dados que geraram o indicador. Isso dá credibilidade e favorece a aderência por quem está sendo avaliado. Da mesma forma, a ficha técnica do indicador deve estar disponível para que o profissional entenda questões como: descrição do indicador, fórmula utilizada, peso, domínio alocado, bandas ideais ou benchmarks, referências, entre utras informações.
Quando se analisa um programa sobre a perspectiva do paciente, nos deparamos com alguns desafios de ordem ética. Trata-se da difusão pública das informações. Isso já ocorre em vários países do mundo (e.g. EUA ? Leapfrog Group; França ? COMPAQ; Inglaterra ? QOF). Obviamente a difusão pública está focada nos prestadores e não nos médicos individualmente. Geralmente a divulgação se dá por ranking de prestadores por indicador, por domínio ou por coeficiente de performance.
Enfim, o processo de avaliar os resultados de um Programa de Avaliação de Desempenho é quase tão crítico quando a decisão de implantá-lo. Dependendo de como se constrói este processo, você pode demonstrar o insucesso de um programa quando muitas vezes o sucesso ocorreu sob perspectivas diferentes.