O sistema americano de saúde está em condições precárias. Fornecedores de serviços de saúde enfrentam as pressões do Affordable Care Act, que aumenta custos operacionais e deixa o país atrás de muitos outros quando se trata de resultados de tratamento de pacientes.
Organizações de saúde precisam repensar a forma como seus serviços são sistematizados para se tornarem mais eficientes e eficazes. Será que business analytics poderia ser a cura para os sistemas de saúde?
Business analytics causam agitação. É uma das diversas e potencialmente interessantes inovações tecnológicas que têm surgido para lidar com essas questões. Praticando uma exploração estatística e intensiva de dados, direcionando eficiência na organização, as análises de negócios podem gerar benefícios tremendos quando realizado corretamente. Por exemplo, o Mount Sinai Medical Center, em Miami Beach, usou business analytics para concluir que pagava mais caro por marca-passos e negociou melhores preços com o fornecedor.
Durante a conferência HIMSS deste ano, nós testemunhamos diversas startups vendendo soluções imediatas de business analytics para organizações de saúde. No entanto, essas empresas enfrentam o clássico problema de adoção Everett Rogers. Rogers foi um professor de sociologia, que definiu cinco fatores que influenciam a decisão de adoção ou rejeição de uma inovação. Existem três qualidades nesta lista que fornecedores devem incorporar em seus produtos para que eles consigam êxito e espaço: compatibilidade, testabilidade e observabilidade. Eventualmente organizações de saúde irão adotar business analytics, mas o processo deve levar alguns anos. Eis o motivo:
Falta de compatibilidade entre sistemas
Embora muitos provedores de serviços de saúde queiram abraçar imediatamente a ideia de incorporar business analytics em suas organizações, a integração com infraestruturas existentes representa um conjunto único de desafios. A maioria dos sistemas de TI de hospitais foi instalada entre 1998 e 2005. Um relatório da HIMSS de 2011 diz que enquanto aplicativos comprados antes de 1999 podem estar se aproximando do fim de sua vida útil, especialmente devido a sua inabilidade de suportar as mudanças nos processos operacionais que devem ocorrer até 2015, espera-se que essas organizações irão tentar estender a vida útil desses ambientes por, pelo menos, mais dois ou três anos.