Ouvir falar em impressão 3D na área médica começa a não ser mais tão novidade assim. Hoje a técnica já é aplicada na criação de moldes personalizados de órgãos e esqueletos para o planejamento de intervenções cirúrgicas; em implantes que substituem ossos – principalmente em reconstruções de crânio e face; próteses de membros superiores e inferiores; e até vasos sanguíneos. A maior expectativa do setor está na possibilidade de criar tecidos e órgãos por meio da bioimpressão, que consiste no uso de células vivas como matéria-prima, no lugar de plásticos, resinas e metais.

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O oftalmologista Sergio Canabrava, de Belo Horizonte, é exemplo de como o uso dessas impressões podem ser exploradas pelos médicos. A partir de uma impressora 3D, Canabrava desenvolveu um instrumento para realizar cirurgias de catarata, em casos de ‘pupilas pequenas’, quando não dilatam. Há estimativas de que entre 2% a 5% dos pacientes sofrem desse tipo de problema.