São Paulo vive uma séria crise de abastecimento de água. Com a necessidade de encontrar alternativas para evitar o desperdício e pensar no uso da água, já há algum tempo a Sociedade Assistencial Bandeirantes investe em políticas de uso sustentável da água e preservação ambiental.

A instituição possui um sistema de água de reuso cujo princípio básico é tratar a água utilizada no uso dos chuveiros e dos lavatórios dos banheiros. Outras preocupações da entidade incluem o remanejo de resíduos sólidos e o e-lixo, ou seja, o descarte de equipamentos eletrônicos.

As inovações de sustentabilidade foram pensadas para minimizar os impactos causados no meio ambiente. Segundo Áurea Barros, coordenadora do Instituto Saúde Bandeirantes, as diretrizes foram baseadas em quatro princípios: identificar e eliminar o desperdício; aperfeiçoar a segregação de resíduos e a reciclagem de materiais; utilizar fontes de energia renováveis; e reduzir o impacto no meio ambiente.

Recursos hídricos
O sistema de água de reuso (águas cinzas) do Bandeirantes tem como princípio básico tratar a água utilizada em chuveiros e lavatórios dos banheiros. Após o tratamento, a água adquire finalidades não potáveis. Antes, no entanto, ela passa pela rede de tratamento que tem vários sistemas: desinfecção, decantação, filtração e nova filtração através de filtros “bag” de cinco micra.

Áurea explica que a água é captada dos chuveiros e lavatórios e passa por todo o processo de tratamento. Depois de tratada essa água “cinza” fica armazenada em reservatório e é utilizada em descargas, lavagem de calçada, irrigação de plantas e outros fins.

Os resultados são positivos: a instituição capta e trata mensalmente, em média, 450 m³ (ou 45 mil litros), reduzindo o uso de água potável e deixando de lançar esgoto na rede.