No atual cenário tecnológico, a interoperabilidade se tornou um dos temas mais relevantes na busca por um sistema de saúde mais eficiente e integrado. Este foi um dos assuntos amplamente discutido no Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (Filis), promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que ocorreu na última semana. Na oitava edição, o tema deste ano foi “Saúde Inovadora: Oportunidades para um Setor Sustentável”. 

Parceria público-privada de sucesso 

A recente parceria estratégica formalizada, durante o evento, entre o Ministério da Saúde e a Abramed marca um avanço significativo no cenário da saúde no Brasil, especialmente no que diz respeito à interoperabilidade. Esse acordo é um passo crucial para a integração dos setores público e privado na troca de informações de exames de notificação compulsória, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliando a eficiência no monitoramento de doenças.  

A interoperabilidade, que há tempos é debatida como uma necessidade no sistema de saúde, ganha agora uma aplicação prática e relevante com essa cooperação, que se inciou no Filis 2023, quando Ana Estela Haddad, Secretária de Saúde Digital do Ministério da Saúde, participou do evento pela primeira vez.  

A parceria permite a transmissão direta ao governo das informações de exames realizados por laboratórios privados, conectando-os à Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).  

A secretária enfatizou a importância da interoperabilidade para superar a fragmentação histórica do sistema de saúde no Brasil, que possui mais de 400 sistemas de informação. A secretária destaca que a integração desses dados, utilizando inteligência artificial e análise de dados, é essencial para melhorar o atendimento clínico e prever emergências, como pandemias e desastres climáticos.  

“Essa transformação só será possível através de parcerias público-privadas, que podem garantir uma abordagem igualitária e eficaz, avançando sem deixar ninguém para trás”, afirma.