A contaminação por salmonela pode acontecer em qualquer época do ano. Porém, é comum que o perigo aumente no verão, quando as pessoas se alimentam fora de casa com mais frequência e tendem a se preocupar menos com a procedência do que comem.
A bactéria é microscópica, mas causa sintomas sérios, como náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e febre, além da possibilidade de atingir o fígado, as terminações nervosas e até causar a morte.
Um dos fatores que agravam a incidência da intoxicação por salmonela é que o alimento não precisa ter aparência ou cheiro ruim para estar contaminado. Como a bactéria não faz fermentação, na maioria das vezes não dá nem para perceber que a comida não está própria para o consumo.
Os principais vilões são os ovos, os alimentos crus e mal cozidos e a maionese. “Por isso, os hábitos de higiene são tão importantes na prevenção da contaminação”, alerta Edimilson Migowski, professor de Infectologia Pediátrica e Diretor do Instituto de Pediatria da UFRJ (IPPMG).
Lavar bem as mãos e os alimentos que vão ser consumidos crus, por exemplo, são atitudes simples que ajudam a eliminar a bactéria. Se você for comer fora de casa, em um local em que não conheça a forma de preparo da comida, evite as saladas e dê preferência ao que é cozido ou frito.
Para evitar contaminações é preciso cuidado com a alimentação, higienizar sempre as mãos, além de outros hábitos de prevenção. De acordo com Edimilson Migowski, a substância que apresenta melhores resultados no tratamento das comorbidades é a Nitazoxanida. “Até a aprovação dela no Brasil não contávamos com nenhuma medicação específica para combater a doença. A terapia consistia apenas na reidratação oral ou venosa”, destaca. O especialista explica que a Nitazoxanida não substitui a hidratação, porém é eficaz no tratamento da rotavirose, diminuindo a duração dos sintomas.