ALERTA DE VÍDEO: Vídeo com entrevista com o gastrenterologista Michael Wallace sobre este estudo está disponível em Mayo Clinic News Network.
JACKSONVILLE, Flórida, novembro de 2013 —O uso de um procedimento endoscópico minimamente invasivo para remover o câncer de esôfago, em estágio inicial, é tão eficaz quanto a cirurgia para excisão e reconstrução do esôfago, de acordo com um estudo de pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. A pesquisa, publicada na edição de novembro do jornal Clinical Gastroenterology and Hepatology, examinou resultados do tratamento endoscópico de todo o país (EUA), comparando-os com os da esofagectomia, a cirurgia para a remoção do esôfago.
A pesquisa mostrou que a terapia endoscópica oferece taxas de sobrevivência de longo prazo similares às garantidas pela esofagectomia, diz o autor principal do estudo Michael Wallace, gastrenterologista da Clínica Mayo da Flórida.
“A ressecção endoscópica do esôfago é um procedimento similar ao da remoção de pólipos no cólon, embora seja bem mais complexa tecnicamente. A esofagectomia é um procedimento cirúrgico de grande porte, com a retirada total do esôfago e puxando o estômago para cima, para criar um novo tubo para a passagem dos alimentos”, explica Michael Wallace.
“Nosso estudo sobre os resultados nacionais, bem como nossa própria experiência com o procedimento na Clínica Mayo da Flórida, sugerem que os dois procedimentos oferecem probabilidades similares de cura e de sobrevivência de longo prazo”, diz. “Agora os pacientes têm a opção de preservar o esôfago, quando o câncer é diagnosticado em seu estágio inicial”, explicou.
A pesquisa examinou os resultados nacionais dos dois procedimentos, em pacientes com adenocarcinoma do esôfago, o tipo mais comum de câncer de esôfago nos Estados Unidos. A equipe de pesquisa buscou informações no banco de dados da Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais (SEER – Surveillance, Epidemiology and End Results) do Instituto Nacional do Câncer.