Um tipo especial de curativo vem sendo bastante usado para casos de feridas de pele. Trata-se da Membracel – membrana regeneradora porosa de celulose que possui as características de um curativo ideal: possibilidade de drenagem das secreções, não deixa resíduos, não causa alergia em contato com a pele e necessita de troca menos frequentes.
A membrana, que já é vendida para hospitais e unidades de saúde, está chegando ao varejo e, até o final do ano, estará disponível em pelo menos 500 farmácias pelo país. “Como o produto não precisa de receita médica e é de fácil utilização, a venda direta para o consumidor final é um passo natural de crescimento para a empresa”, explica o diretor da Membracel, Thiago Rossetto Moreschi.
Desenvolvida com base na celulose bacteriana, a membrana pode ser usada em casos de queimaduras, escoriações, em áreas doadoras e receptoras de enxertos, úlceras e demais feridas na pele. “Algumas doenças de pele, como a epidermólise bolhosa e as úlceras, são consideradas crônicas e podem comprometer a qualidade de vida”, expõe o estomaterapeuta da Membracel, Antônio Rangel.
O grande diferencial da membrana de celulose são os poros, que permitem a drenagem do exsudato (líquido das feridas), as trocas gasosas e a passagem de medicamentos. Tudo isso contribui para a limpeza da ferida e regeneração da pele. A dor, bastante comum em casos de feridas e doenças de pele, também é amenizada. “Por sua textura fina e por ser maleável e manter umidade controlada no leito da ferida isola os terminais nervosos, proporcionando alívio imediato da dor”, diz Rangel.
O valor também é um ponto positivo do produto. “Como a membrana não precisa ser trocada com tanta frequência, o custo final do tratamento fica mais baixo”, observa Moreschi. Por ser translúcida, a membrana permite, ainda, o acompanhamento visual da do processo de cicatrização da ferida, evitando a troca do curativo.
Caso na família motivou desenvolvimento do produto