Especialistas alertam para os cuidados especiais necessários com os bebês prematuros – que são assim considerados os bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação. Quanto menor o período de gestação e quanto menor o peso do bebê ao nascer, maiores são os riscos.
Nesta quarta e quinta-feira, na Estação Clínicas do Metrô, de S.Paulo, especialistas da Sociedade Paulista de Pediatria distribuem material educativo à população, com o tema “Nascer Adiantado Não Significa Ficar Atrasado”, lembrando prematuros famosos, como Albert Einstein.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil está entre os 10 países com maior número de bebês prematuros, que já representam quase 12 por cento de todos os nascimentos – números que colocam o Brasil no mesmo patamar de países de baixa renda. Em países de renda média, os bebês prematuros representam cerca de 9 por cento dos nascimentos.
A prematuridade é a causa principal de mortalidade infantil durante o primeiro mês de vida, de acordo com dados do Ministério da Saúde (2011). Cerca de 70% dessas mortes ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento.
Uma das principais causas de hospitalização recorrente e morte entre bebês prematuros é a infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um vírus sazonal, cuja circulação pode variar de região para região. Como seus sintomas podem ser confundidos com uma gripe forte, VSR é erroneamente associado a baixas temperaturas. No Brasil, está presente durante todo o ano, mas seu pico é entre abril e setembro nas regiões sul e sudeste.
Em bebês nascidos prematuramente, ou que sofrem de doença cardíaca congênita e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização ou o tempo em unidades de terapia intensiva. O VSR é também responsável por constantes hospitalizações e é a principal causa de internação entre bebês abaixo dos dois anos de idade. Uma das sequelas mais comum é um chiado no peito recorrente, que pode perdurar até os 13 anos de idade.