Por Guilherme Brauner Barcellos e Sami El Jundi

Em especial a você, Yanne Amorim, de Salvador. Muito obrigado por suscitar o debate e espero que possamos abrir aqui um fórum de discussão construtivo sobre o tema, iniciando com nossa postagem e a partir de comentários e respostas.

Um Programa de Medicina Hospitalar pode ser orientado de acordo com a ética nas múltiplas dimensões e abordagens que o conceito comporta. Pode… No mundo todo, no Brasil também.

O serviço oferecido por equipe multidisciplinar coordenada na linha de frente por médicos hospitalistas, visto como qualquer procedimento de saúde especializado, parece até previsto no novo código de ética médica brasileiro, como em seu Capítulo VII, Art. 53:

“É vedado deixar de encaminhar o paciente que lhe foi enviado para procedimento especializado de volta ao médico assistente e, na ocasião, fornecer-lhe as devidas informações sobre o ocorrido no período em que por ele se responsabilizou.”

Embutido aqui há conceitos fundamentais da MH; um deles, em inglês, é handoff. Ao ser mais bem compreendido, veremos que não surge com o modelo hospitalista (é coisa muito mais antiga) e que, desde que bem aplicado, não deveria gerar “inquietudes éticas”.