As causas de falhas no diagnóstico radiológico, o chamado missed radiographic diagnosis, são variadas e complexas. A interpretação das imagens depende desde as condições de trabalho – infraestrutura, qualidade e calibração dos equipamentos – até a capacitação e bagagem do médico. No Brasil, onde a Radiologia e Diagnóstico por Imagem é a 10ª maior especialidade entre as 53 reconhecidas oficialmente no país (Atlas Demografia Médica 2015), os profissionais da área já contam com ferramentas exclusivas para a radiologia, com o objetivo de auxiliá-los na complexa tarefa de definir o problema de saúde de um paciente e, assim, todas as decisões subsequentes.

Uma delas é a plataforma digital STATdx, maior banco digital de radiologia do mundo que a Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR), por exemplo, oferece aos seus associados desde maio de 2015. Criada pela editora Amirsys, adquirida pela Elsevier e em funcionamento no Brasil há cerca de um ano, ela é um sistema online com base na opinião de especialistas que oferece suporte para a tomada de decisão, para maior agilidade, precisão e confiança no diagnóstico de casos com imagens complexas.

Para o atual presidente do Conselho Consultivo da SPR, Dr. Antônio José da Rocha, o que mais ajuda na interpretação da imagem e no diagnóstico final é o reconhecimento de padrões. “Além de muitas publicações científicas, hoje a radiologia conta com enorme quantidade de exames realizados em diferentes regiões do mundo que estão disponíveis em plataformas como a STATdx. Assim, o profissional pode ampliar sua experiência e ser mais contundente na interpretação. Oferecer uma ferramenta de alto nível, com informações confiáveis e imagens de qualidade, consulta online rápida e fácil para os associados, onde estiverem, foi uma grande conquista da SPR em 2015, que demandou bastante investimento”, destaca Rocha.

Dr. Arnaldo Rabischoffsky, presidente do Departamento de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DIC/SBC), que disponibiliza a plataforma aos associados há cinco meses, compactua da mesma opinião e afirma que ela realmente faz diferença no dia a dia dos profissionais.

“Mais do que uma ferramenta para consulta em momentos de dúvida no diagnóstico, é um conteúdo para estudo permanente. Quando usamos o sistema de forma contínua, acabamos por memorizar as imagens e esse conhecimento, claro, é de grande utilidade no momento de um exame, seja sobre um caso mais comum ou raro”.

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