A Teva, uma das maiores empresas globais no setor farmacêutico com longa tradição em pesquisa e desenvolvimento, traz ao mercado brasileiro um novo medicamento para prevenir a neutropenia1 – que se caracteriza pela redução dos níveis dos glóbulos brancos e, por consequência, diminuição da imunidade.

Essa nova substância é denominada lipegfilgrastim e pode prevenir a ocorrência da neutropenia em pacientes oncológicos em tratamento quimioterápico, evitando a redução de dose ou a interrupção da quimioterapia. O lipegfilgrastim, comercializado no Brasil com o nome de Lonquex, é uma terapia avançada, que evita a necessidade de múltiplas injeções diárias, prevenindo a ocorrência de neutropenia com apenas uma injeção por ciclo de quimioterapia.

A neutropenia é um evento adverso frequente no tratamento do câncer, e uma vez instaurada pode retardar a quimioterapia, prejudicando a continuidade do tratamento. Quase metade dos pacientes com tumores sólidos que passaram pelo menos por um ciclo de quimioterapia pode apresentar um episódio da doença. O Instituto Nacional do Câncer (INCA)2 estima que, no biênio 2016-2017, sejam registrados cerca de 600 mil novos casos de câncer.

“É muito angustiante para o paciente ter de paralisar o tratamento por causa da queda na imunidade provocada pela quimioterapia, por isso é fundamental prevenir e tratar a neutropenia para evitar o agravamento do quadro clínico e manter a continuidade do tratamento. Podemos dizer que a neutropenia é um dos eventos adversos mais graves provocados pela quimioterapia em pacientes oncológicos”, comenta o professor associado de Hematologia do departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Angelo Maiolino.

Nesse cenário, as sociedades Americana3 e Europeia4 de Oncologia (ASCO e ESMO) recomendam a prevenção da neutropenia com medicamentos que estimulem e regularizem a produção dos glóbulos brancos, como o lipegfilgrastim.

“É de extrema importância a conscientização de médicos e pacientes sobre todos os eventos colaterais da quimioterapia, que vão muito além de queda de cabelos e diarreia, os sintomas mais conhecidos pela população. Existem outras consequências severas, que podem ser evitadas com o acompanhamento e o tratamento adequado”, complementa o especialista.