*Matéria originalmente publicada em 18/05/2014.
Desde que começamos o EmpreenderSaúde em 2010, uma de nossas grandes inquietações era ajudar e estimular o empreendedorismo em saúde no Brasil. Durante este período entendemos melhor o mercado brasileiro e o mercado global para empreendedores em saúde e passamos a entender claramente os maiores desafios enfrentados por estes empreendedores.
Falta de capital de risco
Nos Estados Unidos é possível encontrar investidores especializados em saúde, enquanto no Brasil muitos fundos de venture capital tem mandatos específicos para não investir em saúde. Além disso, há um menor número de empreendedores em saúde que venderam com sucesso participações em empresas de saúde e desejem reinvestir seus recursos em novas empresas de saúde. Por exemplo, os fundadores do Pay Pal no Sillicon Valley, ao venderem a empresa por bilhões de dólares passaram a realizer pequenos investimentos em diversas pequenas empresas de tecnologia, o que deu origem a uma miríade de novas startups. Em contraste, os fundadores do Laboratório Fleury ou do DASA ao venderem suas participações durante a abertura de capital não voltaram a investir no mercado de saúde, de acordo com as informações disponíveis.