Vocês já devem estar cansados de ouvir que os custos da saúde não param de aumentar, que a população está envelhecendo, que é preciso fazer mais com menos e que, para isso, é preciso saber inovar. Dentro dessa perspectiva, não faltam tecnologias inovadoras que preconizam um futuro diferente, como a telemedicina, a gameficação, robótica, genômica, wearables, realidade virtual, impressão 3D, entre outros.

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Mas para que incorporações tecnológicas como essas funcionem, é preciso mais do que simplesmente implantá-las. Um artigo da Harvard Business Review me chamou a atenção ao afirmar que a Saúde precisa saber mais imitar do que inovar.

A afirmação partiu da conclusão de que uma ideia que já foi trabalhada por alguém, alguma organização, tende a ser mais efetiva do que outra completamente nova. Além disso, a imitação pode acelerar, e muito, a implementação de uma inovação. O CEO do Hennepin County Medical Center, Jon Pryor, chegou a nomear um Chief Imitation Officer, ou seja, alguém cuja responsabilidade seria olhar para as boas ideias de fora e trazê-las para dentro.

De certa forma isso já acontece no mercado, mas ainda é carregado de vergonha, e Anna Roth e Thomas Lee, autores do artigo de Harvard, propõe uma mudança nesse aspecto. “Queremos abraçar de forma sincera o quão benéfico poder ser aprender a imitar abordagens já conhecidas”. Inovação e imitação, na verdade, estão intimamente ligadas, tendo ambas a ver com criatividade. Mas, segundo eles, essa criatividade deve ser combinada com a liberdade de imitar com foco em aproveitar os benefícios de ser um “seguidor rápido”.

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