Por Paulo Magnus, CEO da MV

Quero começar fazendo dois questionamentos:

Quantos de vocês ainda contam com impressoras em casa?
Se você fizer parte do grupo que ainda possui esse dispositivo, com que frequência você o utiliza?

Esses são pontos-chave para refletirmos sobre o papel da transformação digital nas nossas vidas. Mais que isso, abrem espaço para falarmos a respeito de sustentabilidade. Há pouco tempo, assinar documentos, emitir boletos e até fazer transações bancárias dependiam quase que integralmente do uso do papel. Centenas de milhares de folhas eram utilizadas por dia nestas tarefas. Nem nos recordamos que eram necessárias folhas em branco para isso. Os documentos já podem ser assinados digitalmente, os boletos chegam via e-mail e as transações bancárias estão a apenas alguns poucos cliques de distância.

O uso do papel já se tornou algo extremamente pontual, como para documentos específicos que precisam ser apresentados de maneira física, por exemplo. E essas mudanças para o ambiente virtual, que continuam em constante atualização, colaboram para um mundo mais sustentável, no qual existe o empenho, por parte de muitas empresas, em diminuir a quantidade de resíduos e emissão de gases tóxicos, como o carbono, encontrado na composição dele mesmo, o papel.

Um dos setores que tem sido impactado por tantas inovações é o da Saúde. Quem não se lembra da quantidade de papéis utilizados em requisições para consultas e exames? Com a tecnologia, todo esse processo já pode ser feito de maneira digital. A telemedicina demonstra como a saúde tem se transformado positivamente. A adoção de atendimentos virtuais por pacientes no início de 2020, pouco antes do início da pandemia de Covid-19, foi 33% maior do que no período anterior, de acordo com uma pesquisa feita pela empresa norte-americana Modality Systems. Isso quer dizer que pensar em maneiras sustentáveis de realizar as mesmas atividades se tornou parte da rotina de profissionais da saúde e pacientes.