A tecnologia da informação (TI) precisa sair do aquário nas organizações de Saúde – com urgência. Quando analiso o papel do líder de TI de uma instituição bancária, vejo alguém com responsabilidades gerenciais e participação ativa nas decisões de negócio. Muitas vezes esse executivo é o vice-presidente do banco ou ocupa uma diretoria de destaque.
As organizações de Saúde brasileiras têm muito a aprender com esse modelo. Na maioria delas, a TI ainda é vista como uma área operacional – não que esse atributo não seja importante: é, de fato, essencial, mas não um diferencial. Em nosso setor, o líder de TI ainda é “o cara do CPD”, aquele que comanda o Centro de Processamento de Dados e é chamado somente quando os computadores e sistemas não estão funcionando adequadamente.
Na era da transformação digital, que enxerga a tecnologia como aliada dos processos de qualquer organização, o papel da TI precisa mudar. Inovações como Business Intelligence (BI), analytics e big data permitem que o volume de dados digitalizados e armazenados pelas instituições seja trabalhado de forma a gerar insights de negócio preciosos, que podem mudar os rumos de uma instituição – e até mesmo evitar que ela quebre. A TI se torna, então, o mineiro que garimpa ouro em meio às águas de um rio turbulento.