As aquisições das empresas brasileiras de software hospitalar pelas ?big tech? demoraram muito para acontecer e eram tão previsíveis quanto é previsível a introdução da mobilidade e multimídia no ambiente hospitalar, que também está demorando demais.

Desenvolver software com qualidade deixou de ser um ?ato heróico? de empreendedores do mercado de tecnologia já faz muito tempo.

Quando minha equipe desenvolveu um ERP hospitalar na década de 90 para um dos maiores hospitais do Brasil tudo era mais simples. Hoje o nível de especialização exigido é maior, a complexidade do ambiente é maior, a necessidade de convergência de tecnologia é maior e, principalmente, o nível de exigência dos usuários é imensamente maior.

E ?este monte de é maior isso … é maior aquilo? traz como principal conseqüência alto custo de desenvolvimento e manutenção que só se justifica quando se tem volume de clientes elevado.

Elevado a ponto de trabalhar com uma margem de rentabilidade muito pequena em cada cliente, e atingir o lucro pela comercialização em massa, porque tentar obter com ?meia dúzia? de grandes clientes é ?um tiro no pé? ? é o que aconteceu com algumas das empresas brasileiras que recentemente foram adquiridas pelas ?big-tech?.

E são poucos países no mundo que possuem clientes suficientes para que um fornecedor atue em determinado segmento de tecnologia e consiga se manter viável ao longo do tempo … bem … no Brasil, no segmento da saúde … não é diferente.