Na semana passada, um amigo foi atendido com cansaço, tosse e febre alta. Diagnosticaram pneumonia. Prescreveram antibiótico e o liberaram do (superlotado) pronto-atendimento de hospital privado. Isto foi pela manhã.

No final do dia, percebia dispnéia leve (“falta de ar”) e me ligou. Eu não estava disponível para avaliá-lo e orientei que procurasse novamente o PA. Descobri que ainda não havia iniciado o tratamento.

Já devem estar imaginando onde isto foi parar, não?

Sabemos que um dos principais fatores responsáveis pelo agravamento da pneumonia é o atraso do início do tratamento.

Por alguma razão, ele não levou da sua primeira visita ao PA a mensagem de que tinha que iniciar “ontem” o antibiótico prescrito.

Uma simples análise do cenário nos leva automaticamente a algumas conclusões óbvias ou sugestões: