A nova onda de casos e mortes por Covid-19 que estamos enfrentando tem encontrado as pessoas ainda mais fragilizadas e abaladas mentalmente. Considerado o pior momento da pandemia, a situação atual tem gerado grande exaustão emocional tanto pelo risco de contágio quanto pela ocorrência da própria doença em pessoas próximas.

Luto coletivo, medo gerado pelo isolamento e crises de ansiedade estão entre os problemas de saúde mental que se tornaram comuns no nosso país, que enfrenta esse segundo pico de contágio.

Mesmo com essas dificuldades, existem maneiras de auxiliar as empresas a cuidarem da saúde dos colaboradores que precisam de suporte nesse momento, mesmo que de longe. E a psicoterapia remota é uma delas.

Para a psicóloga da Copplasa, empresa especializada na gestão de benefícios e seguros corporativos, Mariana Clark, especialista em Perdas, Humanização, Acolhimento e Prevenção de Saúde Mental, poder apoiar o funcionário em um momento desorganizador, como o que estamos vivenciando, se torna ainda mais importante do que nunca agora.

“Dar aos funcionários, de todos os setores e ambientes de uma empresa, acesso a psicoterapia remota, como suporte psicológico confidencial pode ser considerado parte do dever de cuidado do empregador. Dar caminhos produtivos afetuosos e ser mais tolerante com o sofrimento humano faz com que a organização funcione como reguladora de questões emocionais o que diminuirá substancialmente as chances de adoecimentos mentais e emocionais”, ressalta.

A psicóloga observa que um funcionário pode ser capaz de cuidar e aliviar possíveis estresses e com isso melhorar a própria saúde física e mental, ao tempo que aumenta a qualidade de vida, o que pode ocasionar um impacto profissional mais contundente e positivo como um todo. “A terapia remota pode atuar de forma a apoiar os funcionários a descobrirem o próprio caminho de autoconhecimento e de responsabilidade frente às adversidades da vida”, diz