A construção de um novo hospital universitário em São Paulo avança para a fase de execução e coloca no radar dos gestores de saúde um ponto sensível do sistema: como ampliar capacidade assistencial com qualidade, sem dissociar ensino, inovação e sustentabilidade operacional.

A HU Brasil iniciou o processo licitatório para a construção do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (HU-Unifesp), com investimento previsto de R$ 327 milhões, via Novo PAC. O projeto prevê 326 leitos, com ênfase em terapia intensiva, além de estrutura para alta complexidade e um centro de diagnóstico e imagem.

Para Arthur Chioro, presidente da HU Brasil, o desenho do novo hospital combina expansão assistencial com qualificação do cuidado e integração com ensino e inovação.

“Serão mais de 320 leitos, com uma forte concentração para terapia intensiva, oferta de serviços de alta complexidade, centro diagnóstico e de imagem dos mais modernos. Toda estrutura montada para fazer assistência para o SUS, 100% gratuita, de forma muito qualificada e, ao mesmo tempo, produzir ensino, pesquisa e inovação”, afirmou.

Mais do que a expansão física, o empreendimento sinaliza uma aposta na reorganização da oferta assistencial na Zona Sul de São Paulo, região que concentra mais de 3 milhões de habitantes e historicamente convive com pressão sobre serviços do SUS.

Entre agenda e execução, a transformação digital segue como um dos principais desafios da gestão — e estará no centro das discussões do Congresso de Tecnologia e Inovação para Saúde Digita (CTISD), durante a Hospitalar. Inscreva-se!

Hospital inteligente: promessa estratégica, execução desafiadora

Desde a concepção, o novo HU-Unifesp é posicionado como um “hospital inteligente”, integrado à Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS. Na prática, isso indica a intenção de incorporar tecnologia e dados à operação — ainda que o edital não detalhe quais soluções serão priorizadas ou como essas ferramentas impactarão eficiência, custos ou desfechos assistenciais.