A startup de Sam Altman, fundador da OpenAI, está no centro de uma grande controvérsia após oferecer pagamentos em troca da coleta de dados biométricos de milhares de brasileiros.
Para entender e alertar sobre os riscos e as questões éticas envolvidas, resolvemos em conjunto escrever este artigo.
A proposta da Tools for Humanity de pagar por escaneamentos de íris gerou um debate acalorado sobre os limites da privacidade na era digital.
A polêmica em torno da venda da íris no Brasil vai além das questões éticas sobre privacidade e segurança de dados. Ela revela um cenário socioeconômico complexo, no qual a vulnerabilidade de muitos brasileiros os torna alvos fáceis para propostas que, à primeira vista, parecem tentadoras.
Acreditamos que a situação socioeconômica facilita a manipulação através da desinformação, tornando aliada poderosa para aqueles que buscam lucrar com a vulnerabilidade de muitos brasileiros
Muitos não sabem que a íris é única para cada indivíduo, como uma impressão digital ocular. Ao entregá-la a uma empresa, estamos renunciando a um dos nossos identificadores mais exclusivos e as implicações dessa decisão vão além do mero ato de venda.