A história se repete. Sempre que uma expressão cai no gosto popular, o conceito por trás das palavras cai junto, despencando do campo puro das ideias para o asfalto raso dos debates apressados. E que às vezes tomam um tempo exagerado da gente, com discussões que nunca cruzam a linha de chegada.

Atualmente parece que qualquer profissional que trabalhe no setor da saúde obriga-se a teorizar sobre o tema Big Data, sem que tenha parado para pensar seriamente no assunto mais do que cinco minutos (se tanto) ao longo de toda sua carreira.

“- Ora, o assunto já foi capa da revista Veja. Seria vexatório não ter uma opinião formada sobre ele! – pensam em silêncio”.

Essa situação parece agravar-se quando o rótulo escolhido para definir uma realidade tão complexa, como é o caso do Big Data, acaba sendo por demais simplificado, como também é o caso do “Big Data”, o que tende a causar um efeito contrário, banalizando-se a própria essência da discussão.

“- Ora, Big Data, lembra Big Mac, que lembra Big Brother, que lembra Big…whatever! Sei lá”! Talvez se a tendência chamasse Economia Baseada em Múltiplas Bases Intercambiáveis, ou coisa parecida, enfim… talvez não fosse algo assim tão popular.

O fato é que resolvi escrever esse artigo para oferecer uma modesta – e bem particular – visão sobre o tema, a partir de uma série de impressões que venho colhendo aqui e acolá.