Nas últimas décadas, a incorporação progressiva de direitos sociais, como parte dos atributos de cidadania, somada ao envelhecimento da população tem mudado esse retrato. Como pano de fundo para um conjunto de políticas sociais que incorporam direitos de acesso à saúde, países como o Brasil têm declarado que o acesso deve ser universal e garantido pelo Estado. O SUS cumpre esse papel.

 

Em economia, o termo eficiência diz respeito à otimização dos recursos e ausência de desperdícios, ou seja, é a capacidade de melhor utilizar as entradas para maximizar as saídas. No contexto de análise da gestão da saúde pública, o conceito deve ser visto como a capacidade dos municípios de transformarem recurso financeiro em bens e serviços voltados  à população.

 

Elevar o padrão de eficiência na oferta de serviços na saúde pública está diretamente ligado a ter um sistema que possa fornecer dados para subsidiar a tomada de decisões e assim realizar o planejamento e o gerenciamento efetivo dos serviços, o controle sobre os recursos e o monitoramento e avaliação do desempenho dos hospitais. Significa também que é preciso implantar um novo modelo organizacional que garanta autonomia de gestão como base para a eficiência dos serviços.