A Inteligência Artificial (IA) [1] vai provocar uma grande transformação na vida das pessoas e das empresas nos próximos anos. Segundo Andrew Ng [2] – Cientista Chefe de IA do Baidu Research e ex-Stanford – “A IA é a nova eletricidade. Exatamente como há 100 anos atrás a eletricidade transformou indústria após indústria, a IA fará agora o mesmo!”. [3]

No bojo da “nave futurista” da IA destaca-se uma tecnologia que tem provocado um grande interesse mundial pela sua versatilidade e grande potencial. Trata-se de uma família de técnicas de IA chamada “Deep Learning” [4] (ou “Aprendizado Profundo”), embora muitos cientistas ainda prefiram chamá-la pela designação original como: Redes Neurais Profundas [5]. Aqui você pode tirar algumas das suas dúvidas sobre o “Deep Learning” [5.1] e [5.2].

Esta tecnologia está sendo utilizada para algumas aplicações tais como: impulsionar os mecanismos de buscas na Internet; bloquear e-mails de spam; responder, traduzir páginas da web; traduzir de uma língua para outra; reconhecer comandos de voz; detectar fraudes de cartões de crédito; elaborar diagnósticos digitais de pacientes através de imagens; dirigir carros autônomos, entre outras.

Para conhecer mais sobre a grande abrangência de IA ver este “survey” aqui sobre o tema [6].

A tecnologia de “Deep Learning” da IA é baseada em um sistema de multi-camadas de Redes Neurais. Uma característica notável das Redes Neurais [7] é que nenhum ser humano precisa programar um computador para executar qualquer uma das aplicações citadas acima. Na verdade, de fato, nenhum ser humano poderia. Os programadores, em vez disso, alimentam o computador com um algoritmo de “aprendizado”, expõem ele a “terabytes” de dados – dezenas ou centenas de milhares de imagens ou anos de amostras de fala – para treiná-lo e então permitirem que o computador “descubra” por si mesmo como reconhecer os objetos desejados, palavras ou frases. Isso é “Deep Learning”! E por que “Deep” (profundo)? O “profundo” vem por que a Rede Neural tem múltiplas camadas na sua implementação.

Em suma, esses computadores podem agora ensinar para eles mesmos! Nesse caso temos essencialmente um “software que escreve o software”.