Você certamente se lembra da época em que nos referíamos ao Google com desdém quando o assunto era saúde.
Criamos até mesmo um acrônimo meio irônico, o famigerado Dr. Google, para dizer que as pessoas estavam se arriscando ao buscar informações sobre saúde numa empresa de internet, ao invés de buscar os conselhos seguros de um profissional de saúde.
Pois é. As mudanças continuam acontecendo rápido nesse começo de século – muito mais rápido que nossa capacidade de mudar a forma de enxergarmos o mundo a nossa volta e mudarmos junto com ele.
Vejamos a questão sob outro ângulo.
A primeira incursão do Google na saúde através de seu mecanismo de buscas, ainda que de forma involuntária, levou milhões de pessoas em todo o mundo a se empoderar mais sobre a própria saúde e, de quebra, deve ter colaborado de forma orgânica e espontânea na coordenação de demanda dos grandes provedores de assistência médica.
Afinal de contas quantas pessoas passaram a procurar os especialistas mais indicados para suas necessidades a partir de resultados de busca sobre possíveis causas, deixando assim de navegar à esmo pelo sistema de saúde de forma totalmente aleatória, e consumindo recursos desnecessariamente?