Imagine que em tempos em que soluções como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que unifica as informações clínicas e assistenciais de todos os atendimentos dos pacientes de uma rede municipal ou estadual, ainda existem locais que tenham todo o sistema assistencial baseado em uma dinâmica que funciona basicamente com papel, telefone e fax. Pode parecer coisa do passado, mas ainda existe. Na esfera de atendimento à saúde pública, por incrível que pareça, o investimento ainda é escasso.

 

Devido à capacidade reduzida em todos os níveis do sistema de prestação de serviço, resultante das crescentes pressões por gerenciamento financeiro mais controlado e por eficiência, os hospitais enfrentam uma redução da flexibilidade e da habilidade de acomodar as variações de demanda que ocorrem nos prontos-socorros.

 

Além disso, fatores como custos institucionais crescentes resultantes de remunerações dos médicos (bem como a falta de especialistas em certas áreas), avanço tecnológico e farmacêutico, associados a um reembolso menor por parte das seguradoras e também das agências estaduais e federais também influenciam na superlotação hospitalar.