Diz o velho ditado: caiu na rede é peixe. Nesses tempos de super utilização da internet para fins de saúde, não causará espanto se em breve tivermos uma atualização do dito popular: caiu na rede é paciente.

Isso que pode parecer um modismo cheio de riscos para alguns já é – há alguns anos – uma realidade para muitos.

Desde que o acesso à internet tornou-se disponível comercialmente, em meados dos anos 90, essa passou a ser a base da revolução digital na saúde – que hoje inclui tecnologias como big data, genomics e wearable devices.

A adesão de pessoas comuns à internet para obter empoderamento em questões de saúde é objeto de estudos em muitos países. O surgimento dos e-patients é considerado por alguns especialistas uma das maiores transformações na Saúde de nossos tempos.

Não pense que se trata de um mundo árido, impessoal e movido apenas a dados e estatísticas. Ele é na verdade um mundo pulsante onde um número crescente de pessoas (pacientes e profissionais) interagem de forma personalizada entre si.

Executivos, reguladores, empregadores, governos e outros interessados no multifacetado e problemático universo da Saúde ainda não exploram a força e as oportunidades existentes nessa nova faceta do ecossistema.