Reforço e trago alguns novos desafios a serem enfrentados no Brasil por hospitais e hospitalistas. Aplicam-se também para hospitais que queiram se manter apenas com o modelo tradicional. “Basta” (embora experiências demonstrem que algumas dificuldades são maiores) trocar hospitalista por médico em geral.
1. Hospitais e hospitalistas representarem concretamente um binômio, o que impõe profundas mudanças, como de modelos contratuais e de remuneração, na postura profissional de ambas as partes e, não menos importantes, culturais. Assunto amplo, passível de ser desdobrado por blogueiros de Saúde Web que têm expertises complementares: como criar um horizonte único para médicos e hospital?
2. Maior e melhor participação dos médicos (no sentido mais estrito conhecido da palavra) neste importante debate de fundo.
3. Desenvolvimento de lideranças entre médicos hospitalistas, dificuldade que parece ser do setor de um modo geral.
4. Não permitir hospitalistas como que pilotando um carro sem controladores e sinalizadores. Explico melhor:
É bem significativo o número de hospitais que têm contratado médicos em formato que permitiria a atuação deles como verdadeiros hospitalistas, dando boas condições de trabalho a estes profissionais no que diz respeito à ambiente que os premia com a dose certa de protagonismo e autonomia, mas que carecem de ferramentas mínimas para adequado controle do processo assistencial e de seus resultados.