Os desafios para melhorar os níveis de saúde de nossa população são enormes e há muitas barreiras. Um fato inegável é o grande aumento do uso de telefones celulares, inclusive de geração superior (“smartphones”), chegando a uma proporção superior a uma linha para cada habitante na América Latina e o maior acesso a internet, em casa, no trabalho ou em “lan houses” atingindo mais de 60% da população adulta no continente. Neste contexto, o uso da tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser uma ferramenta importante para superar algumas barreiras na atenção à saúde.

A Organização Mundial da Saúde define a e-saúde como o apoio que a utilização custo-efetiva e segura das tecnologias da informação e comunicação (TIC) oferece à saúde e aos ambientes relacionados com ela. Neste contexto, as TIC podem estar presentes em praticamente todos os aspectos da atenção à saúde, inclusive tornando-os mais acessíveis, de melhor qualidade e proporcionando uma maior vinculação das redes integradas de atenção.

De acordo com Carissa Etienne, diretora da OPAS, a internet e o uso da telefonia móvel proporcionam uma quantidade inesgotável de dados sobre  os comportamentos sociais e relacionados com a saúde de uma pessoa, incluídos os obtidos pelas buscas na internet e pelas palavras chave que se utilizam, as informações que se compartilham nas redes sociais, os medicamentos que se compram e onde se compram, os restaurantes frequentados e as ausências na escola e no trabalho devido a uma enfermidade, além de muitas outras atividades

cotidianas. Se estas informações forem utilizadas de forma ética e correta, será possível fazer os seguimento dos casos com maior precisão, emitir alertas de atenção à saúde, identificar rapidamente as enfermidades transmitidas por alimentos e facilitar uma resposta imediata a situações de emergência e desastres.