Mal nos acostumamos ao conceito de Gestão do Corpo Clínico e eis que surge um novo e mais moderno conceito, com novas abrangências e potencial transformador tão poderoso quanto o primeiro: o conceito de Governança Clínica. E já nasce com a tarefa de sensibilizar organizações, gestores e diretores para a sua existência, e mais ainda, da necessidade de sua implantação, num momento em que mesmo os princípios emanados pela Gestão do Corpo Clínico ainda não passaram do campo do ?já ouvi falar a respeito?.

Nascido a partir das mudanças mais recentes que o Sistema de Saúde (National Health System ? NHS) do Reino Unido vem implantando ao atendimento de seus usuários, e rapidamente absorvido por alguns países de língua inglesa (principalmente Austrália e Nova Zelândia), o conceito propõe a fusão no sentido mais amplo de iniciativas voltadas para a melhoria da assistência, utilizando como pano de fundo os processos de Qualidade (principalmente hospitalar) e Governança Organizacional. Temos então que, segundo o NHS, Governança Clínica ?é um sistema através do qual as organizações são responsáveis por melhorar continuamente a qualidade dos seus serviços e a garantia de elevados padrões de atendimento, criando um ambiente de excelência de cuidados clínicos?. Para o alcance desses resultados, procura-se agir em seis pilares:

1 ? Efetividade da intervenção clínica;

2 ? Auditoria clínica eficaz e participativa;

3 ? Gestão eficiente do risco de eventos adversos;

4 ? Educação e treinamento de profissionais;