Quanta confusão tem sido feita…

Mas confundir hospitalistas com plantão clínico (por melhor que seja ou se torne a partir de gestão e protocolos) é o mesmo que confundir, ao diagnóstico, pneumonia com infecção urinária. Até poderiam se alojar em pacientes praticamente iguais, manifestando-se predominantemente por sinais e sintomas inespecíficos. Mas existem critérios diagnósticos pré-estabelecidos: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa – por mais que eventualmente a distinção prática não seja assim tão fácil. O difícil é compreender a confusão partindo da premissa, e é o que está acontecendo e atrapalhando o andamento do movimento brasileiro de médicos hospitalistas. Para tudo isto, pneumonia, infecção urinária, hospitalista, existem definições claras e disponíveis nas fontes bibliográficas médicas usuais, como o Pubmed.

Em uma de minhas primeiras postagens aqui no Saúde Web, tentei conceituar hospitalista e o seu escopo de atuação. Talvez fique mais fácil escrevendo o que não é Medicina Hospitalar:

Hospitalista não é, por conceito, aquele médico que trabalha em plantão clínico vigiando pacientes de terceiros que estão do lado de fora e coordenando o processo, por mais que componha o mais proativo dos plantões, ou o mais resolutivo.

Medicina Hospitalar não é sinônimo de Time de Resposta Rápida. Inclusive aquele que cunhou o termo hospitalist é conhecido crítico dos TRR?s.

Compor um Time de Resposta Rápida, ou mesmo um plantão clínico tradicional, vigiando pacientes de terceiros, pode estar no escopo de atuação complementar de hospitalistas. Os norte-americanos chamam de um “Add-On Service“. São várias as opções, entre elas o TRR, Programa de Cuidados Paliativos, COMEDI – Comissão de Medicamentos, etc.