O segundo dia da Hospitalar 2023 foi marcado pela mesa redonda promovida pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG) para falar sobre quais os possíveis impactos das mudanças tecnológicas que vem acontecendo na saúde nos últimos anos. O papel central da discussão ficou para as tecnologias físicas e sociais que impactam o setor e que forma analisadas por diferentes pontos de visitas de profissionais de setores diversificados com impacto direto na saúde.
A mesa foi composta por Dimas Covas, médico e ex-presidente do Instituto Butantan; Lucas Bonafé, advogado especialista em direito digital no escritório Machado Nunes Advogados; Sandra Turchi, CEO da Digitalents; Pedro Waengertner, CEO da ACE Startups; com a mediação da Mara Machado, CEO do IQG.
Para Waengertner, hoje vivemos uma das maiores transformações digitais após a internet, o celular e as redes sociais. E já visualizamos a próxima revolução da área: a inteligência artificial. Ela terá um grande impacto social, mas diferente do que foi imaginado, as profissões de topo serão mais afetadas como médicos, advogados e engenheiros. “Como vamos lidar com essa questão?”, questionou Pedro Waengertner.
Mara Machado iniciou o debate com uma provocação importante: a inovação pode ser vilã e heroína, depende do espectador e também do criador. O digital assume qual papel? “O algoritmo do chatGPT pode ser um aliado médico após-anamense, pois faz os recolhimentos dos prontuários dos pacientes e a emissão de pedidos de exames, prognósticos e tratamentos com menos burocracias. Mas ainda é necessário corrigir muitas informações no sistema, e isso necessita de um olhar humano para ser feito com perfeitção”, observou Covas.