Um dos webinars que despertou grande interesse no primeiro dia do Omnia Health Live Americas 2020 (OHLA) teve o tema Como acelerar o licenciamento de produtos inovadores?. O encontro teve a presença de representantes da ANVISA, Passarini Regulatory Affairs, Seqirus Brazil e ABIMED.
O cerne da discussão foi a construção de uma estrutura regulatória que torne a inovação e a tecnologia disponíveis em um período de tempo mais curto.
Augusto Bencke Geyer, Deputy General Manager da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) apresentou o que o órgão vem fazendo no período da pandemia do SARS-CoV-2. “Tivemos que encontrar mecanismos para adquirirmos mais agilidade”, afirmou. “Flexibilizamos a regulação, simplificamos a importação; foram tomadas diversas medidas para permitir o acesso mais rápido da população a testes, entre outros produtos, a fim de evitar o aumento do contágio.”
O ponto de vista da outra ponta do mercado, ou seja, de quem tem contato com fabricantes e importadores, foi abordado por Paulo Passarini, CEO da Passarini Regulatory Affair. O executivo relatou que foi consultado por diversas empresas neste período de pandemia, com projetos ótimos e inovadores, mas carentes de conceitos básicos de segurança. “Mesmo na pandemia, a Anvisa manteve a sua postura de exigência de qualidade”, ponderou Passarini.
Angelica Marques compartilhou a visão da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (ABIMED). “As indústrias também quiseram entrar no nos mercados de outros países”, disse a gerente da entidade. “Verificamos que as ações de outras agências não foram diferentes da Anvisa.”
A moderação coube à Glaucia Vespa, General Manager da Seqirus Brazil. Para ela, inovar em saúde é inovar em um mercado altamente regulado.