Um antigo ditado diz ?a esperança é a última que morre? … mas a realidade é que pode demorar, mas ela também morre.
A esperança de uma saúde suplementar que resolve os problemas da população em relação ao SUS já morreu há muito tempo: estamos vivenciando na saúde suplementar os mesmos problemas do SUS.
As pessoas que mais admiro na gestão da saúde têm advertido há anos:
- O SUS nunca poderá cumprir com a missão para ele desenhada, porque não existe recurso infinito para o financiamento;
- A Saúde Suplementar foi desenhada para uma escala menor de usuários. A questão não é a quantidade de usuários que cresceu, mas a escala que mudou;
- Os dois sistemas, SUS e Saúde Suplementar, não podem continuar existindo sem integração. O único prejudicado com esta separação é o paciente;
- Saúde Suplementar, como o próprio nome diz, deveria existir para ?complementar o SUS?, e não para substituí-lo;
- A legalidade e formalidade da atividade pública não são compatíveis com a agilidade e urgência que o SUS necessita para cumprir sua missão;
- O planejamento da saúde não pode ser feito isoladamente, sem considerar o cenário da segurança pública, demandas geradas pelo sistema de transporte, e desenvolvimento da educação.
Se concordarmos com as premissas, e que os sistemas já se tornaram inviáveis há muito tempo, o que as multas e suspensões de planos na saúde suplementar vai realmente melhorar o cenário ?
Se a multa resolve, por que não aplicá-las ao SUS, que descumpre prazos e coberturas há muito mais tempo que as operadoras de planos de saúde ?
Se fizermos uma analogia, é como se o governo passasse a multar as empresas de segurança particular pelo crescimento do índice de roubos !!!!