No ano passado ?bloguei? sobre aumento de faturamento, comentando os ganhos em se padronizar os registros.
Neste ano acabamos de fechar os indicadores em um cliente que adotou check-lists para registros de procedimentos médicos, de enfermagem e multidisciplinares e, para mim sem nenhuma surpresa, os resultados foram excepcionais !
Este cliente atende SUS e Saúde Suplementar, e os resultados foram fantásticos em ambos os sistemas de remuneração.
Mesmo tendo redução de 5,8 % no volume de internações SUS, e mesmo com a tabela SUS congelada (não de agora!!!), o faturamento em AIHs cresceu 7,5 %. Ao invés de cair proporcionalmente ao movimento em 5,8 %, a receita aumentou 7,5 %, ou seja, ficou 13,3 % acima do que seria esperado !
A diferença entre o que é pago aos fornecedores de OPME em relação ao que se cobra do SUS caiu de um ano para outro em 76,4 % … isso mesmo, redução de 76,4 % na perda com OPME SUS!!
Na Saúde Suplementar, onde existe ganho na operação OPME, houve evolução de 64,9 %, ou seja, aumento de 64,9 % na margem de um ano para outro !
A implantação dos check-lists teve como foco fazer com que os registros passassem a chegar ao faturamento com o máximo de codificações já resolvidas, praticamente eliminando a interpretação do faturista, reduzindo a necessidade de envolver profissionais assistenciais para ?tirar dúvidas do faturamento? após a alta do paciente, e consequentemente abreviando o tempo de formação e fechamento das contas.
Os check-lists foram desenvolvidos para fazer com que os profissionais assistenciais passassem a registrar o que fizeram, e não o que gastaram para fazer, e padronizando os lançamentos de acordo com kits (ou guidelines, ou POPs, ou protocolos).
Nas aulas de faturamento e auditoria de contas, e nos projetos de consultoria, geralmente sou ?crucificado? porque insisto em algumas métricas. Entre elas:
A implantação de check-lists nunca é fácil. Este hospital passou por momentos de ?muita emoção? para implantar alguns deles. Por exemplo: a implantação do laudo cirúrgico SUS feito pelo próprio médico após a cirurgia foi lenta e ?um pouco dolorida?.
Mas basta verificar o resultado na operação OPME citada acima para ?falar de boca cheia? que valeu muito a pena !
Ainda faltam implantar vários check-lists neste hospital, e certamente os que já foram implantados serão objeto de redesenho, porque ?a gente sempre vai percebendo? que pode melhorar um pouco mais o que acabou de ser implantado. Mas uma coisa é certa: no ano que vem quando analisarmos os indicadores de 2014, o resultado continuará sendo excepcional, porque quando se implanta a cultura de trabalhar com check-lists, a ?coisa pega que bem bicho de pé? … não larga mais !