Hoje em dia, a indústria que está “bombando” mais – de longe – o tema “big data” [1] é a Saúde! E não é surpreendente, pois a Saúde tem uma grande variedade de tipos de dados, e muito deles “não são estruturados” [2]. Por exemplo, 90% dos dados da Kaiser Permente “não são estruturados” (80% composto de dados de EHR e de imagens) [2.a] (EHR = Registro Eletrônico de Saúde). O setor de Saúde é uma área que está desejando muito se tornar mais eficaz em termos de custos – ou, pelo menos, ter menos desperdícios.

Adicionalmente, temos tido um verdadeiro “ataque” de novos dispositivos de tecnologia “vestível” (ou “wearable”) para automatizar o processo de coleta de dados dos pacientes, afim de possibilitar que os profissionais tenham acesso a mais dados sobre a Saúde. O anúncio do programa “Obamacare” há uns três anos atrás deu uma bela “insuflada” no tema nos EUA e está se espalhando pelo mundo afora.

O mundo fala em “Digital Health” há pelo menos uns 20 anos mas foi 2014 o ano que acreditamos que foi realmente um marco em “Digital Health”. Por quê? Porque no ano passado foi investida a quantia de US$ 4 bilhões nesse segmento que é grosseiramente equivalente à quantidade investida nos três anos anteriores, de 2011 a 2013. Isso representa uma real aceleração de investimentos no negócio de Saúde Digital. E qual foi a categoria que “amealhou” o maior investimento em “Digital Health”? Nada mais nada menos do que “Analytics and Big Data” com um investimento de US$ 393 milhões [2.b] e [2.c].

O mercado de tecnologia em Saúde espera que a marco alcançado em 2014 floresça nos próximos anos pois existe uma conjunção de fatores extremamente favoráveis estimulando a Saúde Digital, como: “Big Data”, “Cloud”, “Natural Language Processing”, “Machine Learning”, Tecnologia Móvel e Tecnologia Vestível. Uma outra área que atraiu um grande interesse dos investidores foi a categoria de Saúde Populacional [2.d].

O crescimento do mercado de “big data” será brutal nos próximos anos. Ele vai passar de US$ 6,3 bilhões em 2012 para US$ 48,3 bilhões em 2018 e será comandado, principalmente, pelo setor de Saúde [3]. A aposta em “big data” na Saúde é um grande investimento! Ele vai permitir uma melhor compreensão (“insight”) em tempo real da performance financeira e dos cuidados com os pacientes, além de proporcionar um melhor entendimento da gestão de Saúde Populacional [4] e dos comportamentos dos pacientes.

Segundo o cardiologista James Tcheng, da Universidade de Duke, abordagem de “big data” têm “o potencial de melhorar a saúde e o bem-estar dos pacientes – e de populações – e fazê-lo de forma mais barata e com maior aplicabilidade e generalização”. [5] e [6].