Bem, esses dois fatores e a educação brasileira estão intimamente ligados ao sistema de Agências Reguladoras vigentes no Brasil, obviamente, cada uma em seu campo de atuação. Neste blog, cumpre-me falar da ANVISA. Antes, porém, deixe-me relatar uma experiência recente. Tive a oportunidade de participar da feira Medica, em Dusseldorf (Alemanha), neste mês de novembro. E, nessa ocasião, não só conversei com empresários brasileiros e estrangeiros, como também com vários parceiros da Área Regulatória para colher as opiniões sobre o ambiente regulatório brasileiro e quão fácil ou difícil é a colocação de novos produtos no mercado.

A percepção geral é que a área regulatória é um sério entrave tanto ao desenvolvimento de empresas nacionais quanto para a entrada de players internacionais. A inovação também não é incentivada pelos marcos regulatórios locais. Assim sendo, por mais que possam existir planos de incentivos fiscais e crédito (BNDES, por exemplo), os potenciais investidores preferem outras áreas onde a entrada dos produtos seja menos complexa e o retorno mais rápido. O grande atrativo do Brasil, na área dos negócios da Saúde, segue sendo o número de habitantes.