Na semana passada tive a grande oportunidade de participar o 7th P4P
SUMMIT em Los Angeles onde, além de compor uma mesa redonda para apresentar os resultados preliminares que tivemos em um projeto de Gestão do Desempenho do Corpo Clinico no Brasil, também assisti a inúmeras discussões sobre as tendências e realidades que estão ocorrendo na reforma da saúde dos EUA.

Pessoalmente não sou fã do modelo americano de saúde, mas admiro a rapidez com que o mercado responde às mudanças e demandas impostas pelo governo. E impressionante que já no ano anterior da promulgação da lei, inúmeros eventos para discutir o assunto se espalham pelo país. Tudo bem, que eles adoram dar nomes novos para conceitos velhos… mas que pelo menos se movimentam, se movimentam!

A reforma do modelo americano de saúde já é uma realidade. O grande foco agora esta nos chamados “bundle payments” e na compra baseada em valor ou “value based purchase“, algo como uma evolução no  modelo de pagamento por performance.

Nos anos anteriores a discussão estava muito focada na qualidade como centro da avaliação de desempenho. Neste ano, ficou patente a preocupação com custos e este passou a ser considerado tão importante quanto à qualidade. Qualidade e custos são analisados e avaliados lado a lado.

No nosso modelo GPS, ou o antigo P4P, o custo faz parte análise da qualidade, portanto há mais de 4 anos temos incluído a parcela dos custos, mesmo que pequena, na analise multidimensional da qualidade dentro do domínio de eficiência técnica.

A preocupação com o custo não é apenas uma discussão teórica, mas uma demanda. O ?Affordable Care Act” aprovado pelo congresso americano em Março de 2010, é categórico em impor uma redução mínima de 10% nos custos com a saúde nos próximos anos. E onde será esta corte? Será na conta dos prestadores de serviços!