Trocar conhecimentos e experiências sobre gestão hospitalar e a responsabilidade civil dos profissionais de saúde. Essa foi a proposta do Congresso Brasileiro de Saúde, Direito e Gestão Hospitalar, que reuniu 110 pessoas, entre os dias 21 e 23 de agosto, em Belo Horizonte.
Organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito dos Profissionais e Instituições de Saúde (IBDPIS), o evento contou com mais de 20 palestrantes, e cerca de 100 congressistas, entre advogados, médicos, professores e gestores hospitalares, proporcionando uma importante discussão interdisciplinar entre profissionais da saúde e do direito.
Divididos em 10 painéis de discussão, os temas foram: Gestão Hospitalar; Responsabilidade Civil dos Profissionais de Saúde; Terceiro Setor; Saúde Pública e Relações de Trabalho; Bioética; Mediação; Judicialização da Saúde; Responsabilidade Penal e Medicina Legal e Perícia.
Alguns destaques do congresso
Responsável pela palestra de abertura do congresso, o diretor presidente do hospital Mater Dei, Dr. Henrique Salvador, apresentou dados relevantes sobre o setor da saúde no Brasil. Ter um plano de saúde é o terceiro maior desejo dos brasileiros, depois da casa própria e da educação, segundo pesquisa do Datafolha. Em Belo Horizonte, 56% da população conta com esse serviço, o que é um sinal de que a saúde merece ainda mais atenção, apontou. Salvador afirmou, ainda, que, dentre as preocupações da gestão hospitalar, deve-se levar em conta as mudanças no perfil demográfico global, a alteração do eixo do poder econômico que está trocando do ocidente para o oriente , a urbanização crescente, as mudanças climáticas e a escassez de recursos em diversas regiões do globo, além das rupturas tecnológicas.
Um dos destaques foi o painel sobre Relações de Trabalho, Dr. Silvério Leonardo M. Garcia, diretor técnico do Hospital Madre Tereza e a procuradora do Ministério Público do Trabalho e professora da PUC Minas, Ana Cláudia Nascimento Gomes, abordaram as relações de trabalho no setor da saúde: o impacto das formas de contratação na gestão hospitalar, as cooperativas no âmbito da saúde e seus limites jurídicos, a terceirização dos contratos de prestação de serviço e a possibilidade do regime de contratação CLT para os médicos, garantindo-lhes todos os direitos trabalhistas, como 13º salário e férias.