O mundo encontra-se diante de uma grave ameaça na área de Saúde nos próximos anos que pode ser muito maior que as epidemias de Ebola e Zika Vírus juntas as quais nos incomodaram bastante nos últimos anos.

Essas epidemias não chegam nem a uma “pequenina cócega” no volume de pessoas que podem morrer no mundo devido a essa nova ameaça que é de aproximadamente 10 milhões de pessoas em 2050 segundo a organização britânica Review on AntiMicrobial Resistance (AMR) [1] (a propósito, o Governo britânico está muito preocupado com esse inimigo e está investindo muito no seu combate.)

Essa ameaça é conhecida como “Resistência a Antibióticos” (em inglês “Antibiotic Resistance” [2]) ou como “Resistência Antimicrobiana” (ou “Antimicrobial Resistance” [3]).

Para enfrentar esse “grande inimigo”, o mundo tem que se unir conclamando diversos “stakeholders” que devem ser capitaneados pelos Governos dos países. Evidente que, os Governos com a maiores economias terão uma maior influência nesse cenário.

Os EUA e o Reino Unido já deram a largada como veremos aqui pois essa ameaça se não for bem endereçada provocará um grande rombo nos orçamentos públicos e privados de saúde. Além de vidas humanas que serão colocadas em risco, ela terá um gigantesco “viés” econômico.

Uma das armas que as Organizações de Saúde têm para enfrentar essa nova ameaça é fazer um melhor planejamento da “administração dos antibióticos” (ou em inglês “antibiotic stewardship” [4]) para os seus pacientes. Conheça também o que o Governo americano está fazendo nessa área através do CDC (“Center for Disease Control and Prevention”) [5]. Os cientistas já estão trabalhando para combater as “superbactérias” [5.a] depois do anúncio da descoberta da “superbactéria” pelos cientistas chineses [5.b].