Pouco tempo após o terremoto do Haiti, em 2010, um médico sueco pediu à maior operadora de telefonia celular daquele país, a Digicel, para ter acesso aos dados de localização dos 2 milhões de celulares existentes na época. 

Através da análise dos dados recebidos foi possível rastrear os movimentos da população antes e após o desastre. O resultado do estudo revelou que, nos 20 dias que seguiram à catástrofe, 630.000 pessoas abandonaram a capital e se dirigiram para 3 cidades costeiras, enquanto 120.000 pessoas se deslocaram do interior para a capital.

Esse é apenas um rápido exemplo de como as tecnologias de uso pessoal já estão revolucionando a forma de fazer vigilância populacional nesse começo de século.

Com o crescente acesso da população à internet, as mídias sociais também estão transformando a maneira como as autoridades monitoram e respondem à ocorrência de pandemias.