O primeiro dia da Hospitalar 2026, 19 de maio, contou com a realização do Congresso de Supply Chain, em sua segunda edição. No palco, diversos cases foram apresentados, colocando a cadeia de suprimentos como protagonista.
Uma das apresentações foi o “Case Mater Dei: Compras Conjuntas em uma Rede Hospitalar Privada – Aprendizados, Desafios e Conquistas”, com Sérgio Henrique Oliveira, Gerente Executivo de Logística e Suprimentos na Rede Mater Dei de Saúde.
Com números, o gerente compartilhou com os congressistas a visão completa dos processos de supply chain no Mater Dei. Confira um resumo da palestra nos próximos tópicos.
Processos de supply chain da rede
Iniciando sua apresentação, Sérgio apresentou as quatro iniciativas-chave das áreas de supply chain para geração de valor, garantindo o maior impacto para os hospitais:
- Ampliação da visibilidade da cadeia de suprimentos;
- Definição de estratégias de gestão para cada grupo de insumos;
- Envolvimento da liderança clínica nas tomadas de decisão estratégicas;
- Otimização de custos de materiais e serviços.
Ele explicou o funcionamento da gestão de suprimentos enquanto área corporativa. “Alguns processos são inegociáveis, como é a política de inventário da rede. Todas as compras são centralizadas no corporativo”, destacou.
A área concentra as ações de planejamento, compras, OPME eletivo, parâmetro e cadastro, contemplando também a análise de dados e a gestão de suprimentos local (gestão de estoque).
Voltando às iniciativas, Sérgio apontou que o terceiro ponto é alinhado através de reuniões com toda a equipe médica. Assim, a liderança clínica trabalha na uniformização de práticas e diretrizes, enquanto suprimentos realiza “os melhores acordos comerciais, assegurando o alto padrão de qualidade”.
Otimização de custos, ferramentas e resultados
Um dos pontos da apresentação tratou da otimização de custos de materiais e serviços. Sérgio listou as três categorias de compras mais relevantes, que “gera de 60% a 65% da nossa receita”: OPME (órteses, próteses e materiais especiais); medicamentos e materiais; e as categorias indiretas.
“Tem muito trabalho, mas muitas oportunidades dentro da gestão de suprimentos”, comentou o palestrante. Além dos processos para alcançar essa otimização, o gerente apresentou as ferramentas, incluindo soluções com IA, de controle utilizadas em três etapas: base operacional (planejamento e compras); inteligência e análise de dados (gestão); e desfecho e qualidade (farmácia clínica).
Como resultados obtidos desse “empoderamento da cadeia de suprimentos”, Sérgio destacou:
- -23% em perdas de estoque;
- -40% no consumo inapropriado e desperdício de itens;
- -25% nos custos através de novas negociações e acordos comerciais;
- -50% de glosas devidas de OPME.
“A sinergia de todas essas melhorias operacionais, ganhos de negociação e qualidade de faturamento converge para um aumento substancial e sustentável na rentabilidade global”, conclui a apresentação.
Conteúdo dentro da Hospitalar 2026
A curadoria do Congresso de Supply Chain é de Leonisa Scholz Obrusnik, com Ana Paula Melo e Anderson Cremasco. Essa edição de também contou com as apresentações:
- Experiência do Fornecedor: A Redução de Risco e Custo Sustentável;
- Case Roma: Futuro da Cadeia de Abastecimento Intrahospitalar na América Latina;
- Case Viveo e Unimed POA: Co-criação entre cliente e operador logístico;
- Impactos da Reforma Tributária para a área de Suprimentos Hospitalares;
- Case Mercado Livre: Como a tecnologia pode ser uma aliada no acesso a saúde em um país de dimensões continentais como o Brasil;
- Case BP – Transformando o Centro Cirurgico: Estratégias para uma gestão baseada em Eficiência e Valor;
- e Case Inpart – Supply Chain Inteligente na Saúde: previsibilidade, integração e eficiência para alta performance.
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