A medicina de precisão está redefinindo o check-up tradicional no Brasil, garantindo atendimentos individualizados aos usuários. Esse avanço tem transformado a experiência de médicos e pacientes em todo o país, graças à implementação de novos recursos tecnológicos que aprimoram as análises clínicas.
O setor de saúde no Brasil tem se destacado por avanços tecnológicos na medicina diagnóstica. O segmento cresce de 15% a 25% ao ano no país e deve movimentar cerca de R$ 70 bilhões até 2030, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica.
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), o setor privado realiza anualmente 1,19 bilhão de exames no Brasil. Este volume, quando somado ao 1,34 bilhão de procedimentos efetuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), totaliza a marca de 2,5 bilhões de exames. Segundo a entidade, enquanto a rede pública atende à maior demanda absoluta, o sistema suplementar apresenta uma densidade de exames por habitante quase três vezes superior.
Em 2023, o Ministério da Saúde destinou R$ 561 milhões para pesquisas científicas e novas tecnologias para alcançar um padrão de excelência em diagnósticos. Esse aporte financeiro viabiliza um cronograma de ações estruturantes até o final de 2026.
Para Juliana Vicente, Head do portfólio de saúde da Informa Markets, empresa organizadora da Hospitalar – o mais importante evento de saúde e a principal plataforma de geração de negócios e networking do setor na América Latina – a medicina de precisão é o elo necessário para aumentar a eficiência de ambos os modelos, pois oferece a personalização do cuidado ao paciente e evita desperdícios no setor privado e otimiza o direcionamento de recursos no setor público.
“A maior previsibilidade atrai investimentos internacionais e acelera a chegada de soluções globais ao mercado brasileiro, o que consolida o país como um polo estratégico de inovação e gera novas oportunidades de negócios. Essa maturidade operacional posiciona o Brasil como um destino estratégico para o turismo de saúde. Isso pode ser visto todos os anos na Hospitalar”, diz Juliana.
