Pesquisadores da universidade japonesa de Nagasaki criaram um método simples e barato que pode detectar a presença do vírus ebola em meia hora. Desenvolvido por cientistas em conjunto com a empresa Eiken, o novo método ajudará a detectar de forma mais rápida o vírus, que pode levar à morte e que está afetando gravemente vários países da África Ocidental, onde já causou mais de 1.500 mortes.
O novo exame, que utiliza uma substância desenvolvida para detectar, amplificando ou aumentando, apenas os genes específicos do vírus, pode ser feito em um tubo de ensaio aquecido até 60 ou 65 graus. Para a realização de todo o processo é necessária apenas uma pequena pilha, tornando o teste adequado para as regiões afetadas pelo ebola, disse o responsável pelo departamento de doenças infeciosas da Universidade de Nagasaki, Jiro Yasuda.
O procedimento mais utilizado atualmente, o teste molecular RT-PCR, demora até 24 horas, requer uma equipe dedicada e o fornecimento estável de eletricidade, o que torna difícil aplicá-lo nas regiões com escassa infraestrutura energética.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a epidemia de ebola, que afeta a África Ocidental, é uma das emergências sanitárias mais complexas dos últimos anos, e que são necessários pelo menos US$ 490 milhões para tentar conter os contágios, que estão aumentando de forma significativa.
Fronteiras
O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já matou 31 pessoas na província de Equateur, informou o ministro da Saúde Pública congolês, Félix Kabange Numbi. Segundo ele, as autoridades sanitárias do país registraram, entre 28 de julho e 29 de agosto, um total de 53 casos, dos quais 13 foram confirmados em laboratório.
O último balanço, feito na semana anterior, identificava 13 mortes por ebola no país. Ainda está sendo monitorada a situação de 185 pessoas que tiveram contato com doentes infectados pelo vírus, acrescentou o ministro.