É tragicômico porque “se fosse na minha época de formação acadêmica”, quando as pessoas não tinham muita noção do que é informática, computador, sistema, etc. seria compreensível, mas hoje em dia quando a TI está disseminada em “todos os cantos”, para uso de pessoas com ou sem instrução, e para os mais variados tipos de aplicações.

O tempo passa e eu acabo vivenciando a cada ano uma enormidade de situações em que “se põe a culpa no sistema” para o que dá errado, ou quando o que se pensava que ia acontecer não acontece . Vai chegar o dia que a reapresentação do Chaves na televisão vai acabar, mas esta mania parece que não vai acabar nunca – é possível uma coisa dessas?

O assunto se torna particularmente mais grave quando falamos de um sistema fundamental para os hospitais, que lidam com a parte mais preciosa da organização: o bolso.

Claro que estamos falando do sistema de faturamento hospitalar.

Nos últimos meses em que a crise está “pressionando a jugular” dos hospitais que passaram a correr atrás de dinheiro como nunca antes, estou vendo o mesmo velho e conhecido filme “O Sistema não Ajuda” como desculpa para encobrir a real razão da perda absurda de receita que existe em função dos processos mal desenhados e completamente desalinhados com as funcionalidades que o sistema oferece e ninguém acaba usando adequadamente.

Não costumo dizer “modéstia à parte”, mas neste caso tenho certa autoridade para tratar o assunto porque no meu histórico profissional consegui conduzir um projeto em um importante hospital de porta 2 (atende SUS e SS) e, sem mexer em uma vírgula de sistema e com o mesmo volume de atendimento conseguimos aumentar o faturamento e mais de 30 % na saúde suplementar em outro o ticket médio nas internações SS praticamente dobrou sem troca ou alteração de sistema e assim por diante.