A complexidade e os desafios únicos do setor de saúde, marcada pelo alto consumo de recursos e pela geração de resíduos, exigem ações para que seus impactos à sociedade sejam mitigados. Conectar o ESG à estretégia da instituição, de modo a conciliar o cuidado com pacientes e a responsabilidade ambiental, é essencial.

Nos últimos anos, iniciativas como redução de gases de efeito estufa, reuso de água, energia renovável e gestão de resíduos têm mostrado que a sustentabilidade não é apenas uma exigência regulatória, mas uma estratégia de gestão capaz de gerar resultados financeiros e operacionais mensuráveis.

Sustentabilidade e gestão caminham juntas

Com iniciativas que combinam eficiência operacional, inovação e compromisso com a neutralidade de carbono, o Hospital Sírio-Libanês vem fortalecendo sua estratégia ambiental. Nos últimos 12 meses, três projetos de destaque reduziram custos, emissões e consumo de recursos naturais, mostrando que a sustentabilidade, além de ética e regulatória, é também uma questão de gestão inteligente.

O projeto de descontinuidade do óxido nitroso (N₂O) — gás anestésico com alto potencial de efeito estufa —, implantado no centro cirúrgico da unidade Itaim, eliminou o uso do N₂O nos protocolos anestésicos, reduzindo diretamente as emissões e os custos associados à locação e consumo do gás.

“O resultado foi expressivo: economia anual de R$ 26 mil, considerando o valor dos cilindros, o consumo evitado e o crédito de carbono que antes compensava o uso. Mais importante, o projeto não demandou investimento financeiro, mas sim um alinhamento de processos e mudança de cultura junto ao corpo clínico”, conta Vitor Kenzo, gerente de Sustentabilidade Ambiental do Sírio-Libanês.

O maior desafio, segundo o especialista, não foi técnico, e sim cultural. “Foi preciso revisar protocolos e engajar os anestesistas na substituição do gás, sem comprometer a segurança do paciente.”