Não começou ontem e também não ficará totalmente pronto amanhã. O PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) ainda está dando os seus primeiros passos no Brasil, mas tem muito a oferecer para a gestão da saúde local. Isso porque, implementado há 35 anos nos Estados Unidos, o PEP começa agora a mostrar os ganhos que oferece. A nova estrutura provida pelo PEP reverte diretamente para melhorias no processo assistencial da saúde e contribui muito para a sustentabilidade da saúde.
Além da melhoria quanto ao incremento no atendimento ao paciente, um PEP também proporciona outros benefícios, como diminuição de erros de medicação durante o tratamento ou até mesmo redução de pedidos de exames desnecessários, o que acaba por melhorar a gestão do estabelecimento: menos erros com medicação e realização de exames desnecessários significa redução de custos para hospitais, planos de saúde, SUS e, principalmente, para o paciente.
Bom para a gestão da saúde assistencial, mas melhor ainda para ganhos de eficiência na gestão de processos, na contenção de desperdícios e na qualidade do atendimento ao paciente. Nos Estados Unidos a adoção do PEP aconteceu em 2011 e se deu como estratégia de governo. Foram investidos US$ 20 bilhões em TI para suportar a implementação. Segundo análise do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a iniciativa fez crescer para 78% a quantidade de médicos norte-americanos que utilizam algum tipo de PEP em seus consultórios.